“Nenhum progresso é esperado senão o de uma exposição periódica a céu aberto dos resultados, assim como das crises de trabalho” Lacan em 11 de março de 1980.
Sustentado em seu funcionamento pelo desejo de cada um e sob transferência de trabalho, o movimento dos cartéis na Escola tem como função operar a proposta fundamental de transmitir e fazer avançar a Psicanálise.
O campo da Psicanálise se ordena pela lógica do não-todo, por um saber a ser inventado e, no enlaçamento que direciona sua causa está o nó, o buraco. É nessa via que a base de uma Escola se constitui.
Os testemunhos da experiência desta lógica trazidos pelos cartéis inscritos na Escola nos faz avançar e prosseguir no trabalho de invenção que a psicanálise convoca.
A Jornada de Cartéis da Escola Freudiana de Belo Horizonte/iepsi abre o espaço para esse trabalho, onde cada cartelizante possa apresentar sua produção final ou a questão que o instiga no momento. O objetivo também é que os cartéis participem com a elaboração possível num tempo de suspensão, como se uma pergunta tivesse sido feita: O que se passa no seu cartel? É o tempo de retornar à Escola os restos que, uma vez relançados, causem trabalho. "
Comissão de Jornadas de Cartéis:
Áurea Regina de Araújo Porto
Carmen Tereza Ribeiro Moreira Caram (Coordenação)
Rui Barbosa Junior
Nesse próximo sábado, dia 9 de abril, teremos a nossa Jornada de Cartéis.
Início: 8:00 hs
Término: 18:00 hs
Local: Escola Freudiana de Belo Horizonte/iepsi
Av. Prudente de Morais 287, 3° andar, BH
Contato: Telefax: (31) 3296-7544
ou pelo e-mail: escolafreudianabhiepsi@veloxmail.com.br
quinta-feira, 7 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Psicanálise e transmissão: O mal estar em movimento
Maria Barcelos de Carvalho Coelho
Psicanalista
Membro da Escola Freudiana de Belo Horizonte/iepsi
Psicanalista
Membro da Escola Freudiana de Belo Horizonte/iepsi
O “VIII Fórum Mineiro de Psicanálise” acontecerá nos dias 26/27/28 de agosto na cidade de Bom Despacho_ oeste de Minas Gerais. Escolas de Psicanálise da capital e algumas do interior do Estado iniciam os preparativos, nos quais, desde já, o tema proposto para o evento_ “ O mal-estar na cultura”_ nos causa movimento no sentido de trabalho.
Sabemos que, como sujeitos do inconsciente _ divididos pelo desejo e desdobráveis pelo significante_ abrimo-nos ao que há de mais pulsante na vida cultural:a possibilidade de uma transmissão que traga a marca de um “desejo não anônimo” _ aquele em que o nascimento de um “saber novo” se vincula ao compromisso de cada um.
Sabemos que, como sujeitos do inconsciente _ divididos pelo desejo e desdobráveis pelo significante_ abrimo-nos ao que há de mais pulsante na vida cultural:a possibilidade de uma transmissão que traga a marca de um “desejo não anônimo” _ aquele em que o nascimento de um “saber novo” se vincula ao compromisso de cada um.
sexta-feira, 11 de março de 2011
A Clinica e o Real
No dia 23 último, deu-se inicio às atividades da Escola Freudiana de Belo Horizonte/iepsi.
Nossa proposta de trabalho para o ano de 2011 é "A Clínica e o Real". Segundo Rosangêla Gazzi Macedo:
"O tema anual de trabalho da Escola Freudiana de BH/iepsi: A Clinica e o Real surgiu como resultado do movimento dos membros em torno do estudo teórico e das apresentações clinicas. A secção clinica, dispositivo que convoca os analista da Escola a formalizar o inédito de sua clinica, e a leitura do texto a Terceira de J. Lacan nos colocou diante de novas questões sobre o real. Esse texto de 1974 é o 3º discurso de Roma, proferido por Lacan, e traz uma terceira definição do Real. Algumas pontuações como: o real é o que funciona mas atinge o homem por sua discordância; o real é o que não caminha, o que não cessa de se repetir; o analista tem por missão opor-se ao real; o real não faz sentido; essas e tantas outras questões nos relançaram na torção moebiana teoria/clinica. Nossa proposta é estudar o Real ao longo da obra de Freud e Lacan articulado com questões da clinica para que a transmissão na Escola produza efeitos de discurso analítico."
Nossa proposta de trabalho para o ano de 2011 é "A Clínica e o Real". Segundo Rosangêla Gazzi Macedo:
Rosângela Gazzi Macedo
Psicanalista
Membro da Escola Freudiana de Belo Horizonte/iepsi
Psicanalista
Membro da Escola Freudiana de Belo Horizonte/iepsi
Tratar o Real pelo Real
Na abertura das nossas atividades fomos brindados com as conferências de Gilda Vaz Rodrigues e Ida Amaral Brant Machado. Postamos aqui uma pequena amostra do que foi apresentado.
Operamos, então, com essas duas dimensões do real: uma, em que o trabalho analítico opera a redução do sentido que redundará na destituição subjetiva, nome lacaniano para a castração freudiana, e na primazia do significante e da letra; outra em que não há significante, tocando-se num ponto de impossibilidade da relação e de foraclusão do significante fálico.
Gilda Vaz Rodrigues
Psicanalista
Tomando o simbólico como ponto de partida, o ensino de Lacan destaca duas dimensões do real. Uma que é produto do simbólico e outra que não decorre do simbólico, mas que só é pensável a partir do mesmo. Como vemos, a psicanálise está sempre às voltas com os binários – pulsão de vida e pulsão de morte, princípio do prazer e além do princípio do prazer, tiquê e automaton, alienação e separação e muitos outros, sem esquecer o básico binário S1 e S2. Portanto, é curioso pensar o manejo do real a partir dessas duas dimensões, ou seja, dois tempos lógicos no campo do real. Considerando essa tese, proponho-me pensar tal manejo.
Operamos, então, com essas duas dimensões do real: uma, em que o trabalho analítico opera a redução do sentido que redundará na destituição subjetiva, nome lacaniano para a castração freudiana, e na primazia do significante e da letra; outra em que não há significante, tocando-se num ponto de impossibilidade da relação e de foraclusão do significante fálico.
A Clínica e o Real
Ida Amaral Brant Machado
Psicanalista
Membro da Escola Freudiana de Belo Horizonte/iepsi
Membro da Escola Freudiana de Belo Horizonte/iepsi
Na abertura das atividades da Escola Freudiana de BH/iepsi, o tema proposto é a clínica e o real.Começando com o trabalho clínico de Freud, inicialmente com as histéricas, faz-se um percurso da clínica a teoria, e o retorno à clínica.
Em um segundo tempo, busca-se situar a clínica psicanalítica e o seu manejo, frente as demandas que o analista não deve recuar.
No terceiro tempo é trabalhada a categoria do real, introduzida por lacan, que direciona a clínica psicanalítica na vertente do real.
Como lidar com a clínica psicanalítica hoje, frente aos imperativos do gozo, as impulsões e compulsões, a busca da satisfação imediata, do uso do "divã químico"?
Essas são questões a serem trabalhadas.
sábado, 30 de outubro de 2010
O seminário, O despertar da puberdade: ESCRITAS DE UMA PASSAGEM, acontece na EFBH/iepsi.
Instigados pelas questões suscitadas pelo tempo lógico de movimento da estrutura que a adolescência comporta, temos investigado as escritas da passagem adolescente na Literatura articulando com as dimensões do Imaginário, Simbólico e Real. O tema foi desdobrado em três vertentes: Escritos PARA adolescentes, Escritos DE adolescentes, Escritos SOBRE. Ainda que os três registros estejam presentes nas três vertentes, cada uma delas toca mais de perto respectivamente os registros do Imaginário, Real e Simbólico.
O texto que se segue foi produzido a partir dos estudos dos Escritos DE adolescente.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Minha Vida de Menina [1]
Maria Beatriz de Assis C Jardim
Psicanalista
Membro da Escola Freudiana de Belo Horizonte/iepsi
Membro da Escola Freudiana de Belo Horizonte/iepsi
Existe certa polêmica sobre a autoria e autenticidade da obra de Helena Morley[2], na verdade Alice Dayrell Caldeira Brant.
Minha Vida de Menina foi escrito em 1893 e editado pela primeira vez em 1942, quando a autora já estava adulta.
Roberto Scharz, em “Duas Meninas”[3], descreve Helena como “uma menina precoce, que desenvolveu o sentido crítico e a capacidade de expressão num momento em que a criança ainda prefere a cozinha à sala, os empregados aos pais, os pobres e os trabalhadores à gente de bem, a mistura social e racial dos brinquedos de rua à propriedade e à distinção de classe”.
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